7.31.2007
7.29.2007
A minha vida já dava uma volta de 180º graus (da esquerda para a direita, no sentido positivo, digo eu).7.22.2007
7.19.2007
Nós
Tu.
Não de sempre, mas para sempre
Um sempre relativo, mas presente
Um sempre de agora
Um sempre para sempre.
Fica comigo,
Não deixes que a saudade volte.
Ela é dura
O medo, medonho
O amor, amargamente doce.
Fica comigo
Esta noite
Ou talvez até depois.
Dás voltas e voltas
Mas não compreendes.
Não tentes,
Não vale a pena.
Dá-me a mão,
Aperta-a bem
E vem comigo.
Não tenho medo,
Tu estás aqui.
(Acredita, eu estou aqui)
Eu e tu?
Não.
Nós.
(Escrito há mais de um ano.)
(Vou-me arrepender de postar isto.. mas em suicídios sociais já sou eu perita. Ahah.)
7.18.2007
The Holiday

Iris: "I've found almost everything ever written about love to be true. Shakespeare said "Journeys end in lovers meeting." What an extraordinary thought. Personally, I have not experienced anything remotely close to that, but I am more than willing to believe Shakespeare had. I suppose I think about love more than anyone really should. I am constantly amazed by its sheer power to alter and define our lives. It was Shakespeare who also said "love is blind". Now that is something I know to be true. For some quite inexplicably, love fades; for others love is simply lost. But then of course love can also be found, even if just for the night. And then, there's another kind of love: the cruelest kind. The one that almost kills its victims. Its called unrequited love. Of that I am an expert. Most love stories are about people who fall in love with each other. But what about the rest of us? What about our stories, those of us who fall in love alone? We are the victims of the one sided affair. We are the cursed of the loved ones. We are the unloved ones, the walking wounded. The handicapped without the advantage of a great parking space! Yes, you are looking at one such individual. And I have willingly loved that man for over three miserable years! The absolute worst years of my life! The worst Christmas', the worst Birthday's, New Years Eve's brought in by tears and valium. These years that I have been in love have been the darkest days of my life. All because I've been cursed by being in love with a man who does not and will not love me back. Oh god, just the sight of him! Heart pounding! Throat thickening! Absolutely can't swallow! All the usual symptoms."
in The Holiday
P.S.- Worth reading (nem que sejam só as partes a negrito). Worth watching (nem que seja só para ver o nosso amigo Jude Law. *drools*)
P.P.S. - Usual symptoms??
Gota de mel
Dou por mim a tentar desatar o nó que se enrolou, lentamente, na minha garganta e, ao mesmo tempo, a puxar o lençol até cobrir completamente a cabeça, de modo a abafar o latejar das bochechas húmidas.
Não é sinal de fraqueza minha. É sim, sinal de fraqueza do outro. Porque eu sinto. Eu sinto o que faço e a medida do que faço. Sinto-o tanto dentro de mim que até chega a doer.
No meio da noite, peço-lhe que me abrace. "Chega-te aqui". Salto para a cama dela e sinto-me protegida, naquele lugar onde não há medo, nem fragilidade. Consigo esquecer a tempestade lá fora, e adormeço.. no meu refúgio.
Que o tempo me perdoe as vezes que lhe pedi para acelerar o encontro com esse mundo. Afinal, ele só existe no escuro da noite, quando ninguém vê. Quando ninguém ouve o som do aperto que força a gota de mel a sair à rua.
7.16.2007
7.11.2007
O ser humano é ridículo
Não há coisa mais banal do que escrever sobre inner feelings. É banal e ridículo, como as cartas de amor, já dizia o meu caro amigo Fernando Pessoa. Eu, como self-entitled fashion victim, sigo as modas. E claro, sou banal e ridícula. Para além disso, não me sinto suficientemente inspirada para escrever sobre assuntos que ninguém escreve, como exames nacionais ou coisas mórbidas. *giggles* Afinal, escrever sobre sentimentos é a coisa mais banal do mundo. E mais fácil também, digo eu. Eu disse fácil, não tão interessante que prenda a atenção de alguém. Isso já me é completamente estranho.
O estúpido da coisa é que se vai tornando cada vez mais difícil sentir, mas torna-se ainda mais difícil ser sentido. Aliás, passamos o tempo todo a adorar e venerar que nos esquecemos de, realmente, senti-lo. E, quando tal finalmente acontece, quando sentimos o tal calorzinho na barriga, como diria o meu caro amigo Pacman, uma qualquer mão invisível e malvada tapa-nos a boca e entorpece-nos a artéria aorta. Ficamos dentro da bola de sabão, e não a conseguimos rebentar.
É-me incompreensível – talvez porque também és assim, não? *ar de enfado*. Porquê tanto medo, tanto receio? São só palavras. Deixem-nas voar. De certo que não nasceram apenas para encher páginas de histórias de amor fantasiosas e cartas de amor ridículas e melosas – elas tiveram de existir!
Talvez me sinta agarrada a este tema na ânsia de poder mudar-me a mim própria, e aos outros. Não me tenho saído lá muito bem, diga-se. Mas é necessário cooperação, e eu sinto-me como se estivesse no lugar do Professor Binns: chato, monocórdico e ignorado.
O ser humano é uma criatura tão grotesca que se ofereceu ao hábito de mão beijada. Vai ser difícil sair de lá. Vai vai.
Alguém quer começar, comigo?
(Viram? Combinei português, inglês, ciências e Harry Potter num só texto! Não é maravilhoso?)
Pride, prejudice & something else we can't remember
Pior do que não ter: não querer, querendo.. muito.
7.09.2007
Apetites. Apeteces-me.
Pudesse a velocidade do tempo ser inversamente proporcional à minha vontade de estar contigo. Pudesse o teu sorriso desenhar-se na tua cara em câmara lenta para poder apreciá-lo e redesenhá-lo sem falhar um traço. Pudesse eu observar os teus olhos e decorar-lhe o tamanho, a forma e a cor, para quando fechar os meus, ver os teus. Sim. Sorriso de açúcar. Olhos de chocolate.
7.06.2007
Ser tudo por nada
Tudo o que realmente queremos, com força, parece estar tão longe do nosso alcance, como o mar está do céu, pensa. Parece estar tão longe que o braço dói quando tenta alcançá-lo.
Como sabe que, de qualquer maneira, nunca há-de conseguir, senta-se na relva, de perninhas à chinês, e observa. Apercebe-se de que não é preciso esticar o braço para doer. Não é uma ferida. É uma espécie de dor de burro, que em vez de doer na "barriga" dói na cabeça, e no coração. E quanto mais tenta abrandar, lentamente, mais dói.
O que somos nós, afinal? Para que temos nós o dom de andar, falar, sentir se não serve de nada? É ridículo passarmos a vida a interiorizar o quão deprimidos estamos e o quão deprimente é a nossa vida. Interiorizamos também que não somos capazes de fazer nada. Que não temos jeito para nada, nem sequer para sorrir. A culpa é dos factores externos, replica ela.
Paciência. Continuará com a sua ideia de ser deprimido (e deprimente) até ter consciência de que não é preciso tocar numa nuvem para agarrar o céu. Não é preciso esticar os braços até doerem para abraçar o mar. Não é preciso ser-se feito de açúcar para se ser doce. Para se ser a melhor coisa do mundo.
Mas quais factores externos! Acorda para a vida, antes que ela entre

