10.16.2007

Could I have this dance?

Vês a marioneta deitada e amarrotada lá no cantinho sujo de tanto pó? Sou eu. Vai-me lá buscar e limpa-me de todas as impurezas que insistem em me camuflar. Desfaz-me os nós que me prendem os movimentos do coração.

Agora pega nos pauzinhos de madeira, já gastos pela espera e carcomidos pelo hábito, e balança-me ao ritmo das notas musicais que inventei só para ti, afinal, tinham de ser únicas. Não te preocupes com o tom, esse é o da vontade.

(Olha um mi bemol, um ré sustenido lá no meio. Mistura-os entre o meu ritmo e verás que me entendes.)

Deixa os pauzinhos e pega antes em mim. Se não quiseres, eu percebo. O cor-de-rosa do meu vestido foi fugindo de mim, e as linhas que um dia o fizeram preferiram enlaçar um outro mais bonito do que o meu. Mas deixa-me dizer-te que há muitos vestidos por aí. Podias-me oferecer um, novinho em folha (?).

Depois, balança-me de novo. As notas são as mesmas. O tom? Mais forte ainda.


Nota:
Influências dela.

2 comentários:

Luisa Oliveira disse...

Posso ser um heterónimo teu?

Por favor...

(E aquela nota comoveu-me. Apesar de seres uma mentirosa de primeira :)

Adoro-te.

Ajustado disse...

Não interessa o q escreves-te. Aliás interessa, eu é q estou demasiado anciosa para te dizer isto. Não sei realmente como nem porquê que uma amiga do 5 ano continua a ser a amiga do 12 ano, mas em maior dimensão. é incrivel como perduras e incrivel como gosto de ti. nao me importa que nao te veja, nao me importa que nao te fale todos os dias. Basta que existas, basta-me para dizer ADORO-TE sincero, unico, teu. continua comigo.