Dou por mim a tentar desatar o nó que se enrolou, lentamente, na minha garganta e, ao mesmo tempo, a puxar o lençol até cobrir completamente a cabeça, de modo a abafar o latejar das bochechas húmidas.
Não é sinal de fraqueza minha. É sim, sinal de fraqueza do outro. Porque eu sinto. Eu sinto o que faço e a medida do que faço. Sinto-o tanto dentro de mim que até chega a doer.
No meio da noite, peço-lhe que me abrace. "Chega-te aqui". Salto para a cama dela e sinto-me protegida, naquele lugar onde não há medo, nem fragilidade. Consigo esquecer a tempestade lá fora, e adormeço.. no meu refúgio.
Que o tempo me perdoe as vezes que lhe pedi para acelerar o encontro com esse mundo. Afinal, ele só existe no escuro da noite, quando ninguém vê. Quando ninguém ouve o som do aperto que força a gota de mel a sair à rua.
7 comentários:
:')
(sabes que escreves mesmo bem?)
Olá Joana! :)
Agora é a minha vez de concordar com a nossa querida Luisa.
Podes não conseguir (ainda) escrever poesia (tal como eu não consigo), mas a tua prosa é excelente.
Tens mesmo (só) 17 anos?
hummmm, literáriamente posso garantir-te que já és adulta.
detesto dizer, ou que me digam, faz isto, faz aquilo, ou faz desta forma, ou da outra, mas não resisto a dizer-te, experimenta escrever em verso. ao princípio pode parecer mais difícil do que na realidade é. aquilo que na verdade é importante na prosa ou no verso, é possuir a ideia e conseguir transformá-la em palávras, o êxito do que se escreve, atinge-se se aquilo que for entendido por quem nos lê, se apróximar da ideia que originou o texto.
Um beijo Joana, e o desejo de um caminho agradável.
o post ta mt fixe =D
já agora literariamente, palavras e aproximar não levam acentos...
A Catarina é aquilo a que eu chamo uma pessoa doentiamente perfeccionista.
(brincadeirinha =)
e tu, Aninha, és a alma do meu blog. ahah :p
estarei la sp que precisares =)
gosteí tanto :'D
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